Saúde
Jejum intermitente emagrece? Juliana Paes, Sabrina Sato e Jennifer Aniston são adeptas da famosa dieta
Falta pouco para o início do verão e a procura por academias e dietas cresce.
Jejum Intermitente Emagrece
O jejum intermitente ainda divide opiniões. (Foto: Shutterstock)

 A busca por resultados rápidos fez voltar à moda uma prática antiga, o jejum. Mas não por motivos religiosos ou espirituais, mas pela redução de peso. Nomes como Sabrina Sato, Juliana Paes, Deborah Secco e Jennifer Aniston já assumiram que são adeptas da dieta.

A atriz Jennifer Aniston, de 50 anos, que viveu durante muito tempo a personagem Rachel Green, da série norte-americana “Friends”, contou em entrevista à revista Radio Times ser adepta do protocolo 16:8.

“Faço jejum intermitente, portanto sem comida pela manhã. Notei uma grande diferença em ficar sem alimentos sólidos por 16 horas”, afirmou a atriz. 

E o jejum intermitente emagrece? Ouvimos a opinião de um dos especialistas da Sociedade Brasileira de Nutrição (SBAN) para esclarecer mais sobre o assunto. 

Jejum na história

O jejum é uma prática milenar adotada por diversas religiões. No cristianismo, é realizado durante a quaresma, em razão da comemoração de Páscoa. O jejum também é praticado no Budismo, Hinduísmo e outras. No Islamismo, é tradição durante o  Ramadã (nome do nono mês no calendário islâmico), em que são praticadas de 9 a 12 horas de jejum pelos muçulmanos. 

O que é?

O jejum intermitente caracteriza-se pela privação de alimentos durante algumas horas do dia e outro período com o consumo habitual de alimentos. Existem diversos protocolos de jejum, porém entre os mais conhecidos estão:

– Sistema Leangains ou protocolo 16:8: é necessário ficar 16 horas sem comer e se alimentar nas oito horas seguintes. O horário de sono também pode ser contabilizado. 

Eat-Stop-Eat (Coma-Pare-Coma): o protocolo recomenda um jejum de 24 horas. O mais frequente é adotá-lo duas vezes por semana. 

– Dieta 5:2: método em que a pessoa fica dois dias seguindo ingerindo 500 calorias e nos outros dias pode comer normalmente. 

Jejum emagrece?

Conversamos com uma das especialistas da Sociedade Brasileira de Nutrição (SBAN), a doutora e mestre pela Faculdade de Medicina da USP, Lara Natacci, que também é especialista em comportamento alimentar. Ela explica que dieta restritiva não muda o comportamento. O mais indicado é mudar os hábitos e observar aspectos importantes como a forma de se alimentar, as horas de sono, a prática de atividade física, a hidratação e o controle do estresse. 

“O único benefício que eu vejo no jejum é a restrição calórica, mas é muito complicado alguém manter esse padrão alimentar”, disse a nutricionista. 

De acordo com a especialista, os estudos que avaliam a eficácia do jejum intermitente chegaram à conclusão de que os benefícios são muito semelhantes a qualquer restrição calórica. A curto prazo traz resultados, mas não se sustenta durante muito tempo. Para Lara Natacci, os resultados são sempre melhores quando há mudança comportamental. 

Grupos de apoio

Redes sociais como o Facebook estão repletas de grupos que adotam e defendem a prática do jejum como estratégia de emagrecimento. O grupo “Jejum Intermitente, Low Carb Antes e Depois” tem mais de 70 mil membros. A operadora de caixa, Taisa Almeida, de 27 anos, é uma das participantes do grupo. 

Taisa conta que já perdeu 12 quilos em 3 meses. Ela explica que não buscou orientação, mas diversifica o protocolo de jejum aliado a uma dieta low carb (o consumo de carboidratos é reduzido e prioriza-se a ingestão de proteínas e gorduras boas).

“No começo senti muita dor de cabeça, enjoo. Eu faço vários protocolos. Comecei com o de 16 horas, fiz de 18 horas, de 20 e até de 24 horas”. 

Ela conta também que já teve compulsão alimentar e que aprendeu a controlar o problema com o jejum. “Você acaba sentindo muita sede. Aí consegue diferenciar o que é fome e o que é vontade de beber água e começa a ter controle sobre o seu corpo”. 

Jejum intermitente faz mal?

É importante lembrar que cada indivíduo possui a chamada individualidade bioquímica e muitas dietas da moda não atendem às especificidades de cada organismo. Por isso, é fundamental consultar um médico. Algumas pessoas têm problemas de hipoglicemia, por exemplo. A baixa concentração de glicose no sangue pode afetar pessoas portadoras de diabetes e outros indivíduos que não possuem o problema. A dieta também possui algumas contraindicações, entre elas, a possibilidade de aumentar o efeito sanfona quando o indivíduo volta à alimentação normal e a perda de mais massa magra do que gordura. 

Em qualquer um dos protocolos praticados acima, é fundamental buscar a opinião de um médico e nutricionista. Somente eles poderão indicar quaisquer um dos procedimentos sem prejuízos à saúde. 

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